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Leituras no Mosteiro . O Jogo das Perguntas, de Peter Handke

21 fevereiro :: 21h00
Mosteiro São Bento da Vitória

Quinzenalmente, nas noites de terça-feira, congrega-se no Mosteiro de São Bento da Vitória uma comunidade genuinamente ecuménica – gente de vários credos, idades, proveniências, unida pela aventura de ler e descobrir em voz alta textos dramáticos de épocas, autores, línguas e países diversos. Da Ordem de São Bento sobrevive, contudo, a profissão de fé: “A Escritura cresce com aqueles que a leem”. No primeiro trimestre do ano, a iniciativa promovida pelo Centro de Documentação do TNSJ continua a dedicar um mês a um país diferente (2012 começa por atribuir o privilégio ao eixo austro-germânico), cruzando-se um clássico e um contemporâneo, mas em Março – altura em que o TNSJ estreia Alma, do dito “pai do teatro português” – as Leituras no Mosteirovoltam a celebrar a polifonia da dramaturgia portuguesa contemporânea. Uma iniciativa que prolonga as experiências de Fevereiro e Setembro do ano passado, quando se realizaram leituras de peças curtas de catorze dramaturgos mais ou menos jovens, mais ou menos emergentes. Segue-se agora uma sessão de peças breves de mais oito autores e uma outra dedicada a José Maria Vieira Mendes.
Source: TNSJ

OVO

Mosteiro São Bento da Vitória
De 10 a 26 fevereiro :: 21h30
€15

 

No início desta história encontramos um homem – um ator, um marionetista? – que cai, o seu crânio abre-se e o que resta da sua memória esvai-se no chão. Perde a noção do futuro, apenas o passado e os seus automatismos persistem. E o tempo expande-se, como por vezes acontece nas boas histórias. A sua vida, de que não restam mais do que as ruínas da memória, estilhaça-se e é reconstituída por quatro personagens. Nesses instantes em que tudo se constrói e desconstrói, as fronteiras entre os mundos tornam-se cada vez mais permeáveis. O palco é o espaço interior povoado de personagens engendradas pelo inconsciente, mas capturadas no mundo da representação teatral. Partindo de uma ideia original de Eric de Sarria – um dos colaboradores mais próximos do marionetista francês Philippe Genty –, Ovo tem dentro de si uma ideia de recomeço. É o primeiro espetáculo do Teatro de Marionetas do Porto sem a assinatura de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010). Como sabemos, as marionetas não morrem. O legado de Seara Cardoso também não. Em Ovo, existem coisas que dão origem a outras coisas, e o futuro da companhia é seguramente uma delas. Excelentes notícias para o teatro português.

Programa de sala Ovo

Source:TNSJ